- Liguei p'ra ela. Não quer falar comigo. Aliás, todas as pessoas que tentei falar ontem, à noite, me disseram não. Me sinto estranho, como se estivesse num mundo onde desconheço os fatos, as pessoas, as cidades...estou sem direção...

- Olha Franz , eu nem sei o que te dizer. Eu nem esperava te encontrar aqui.

- Pois é, eu não consigo ficar em casa. Uma angústia enorme toma conta e não sei o que fazer. Nunca estive numa situação parecida. Estou perdido, Cerys.

- Não diga isso!

- Estou mesmo! quero muito que o tempo ganhe uma velocidade tremenda. A cura talvez esteja nele mas é tão devagar, tão torturante...é uma dor forte...já deveriam ter inventado um remédio que vendesse em todas as farmácias.

- Não! melhor! seria distribuído gratuitamente como panfletos nas ruas - cure sua dor de amor agora! basta tomar 2 comprimidos, 2 vezes ao dia, por uma semana e pronto! - e claro, além da cura, criaria uma certa resistência, a próxima dor não seria tão intensa.

- Você está pirando que nem ela, só que não sei qual dos dois está pior!

- O que você quer de mim? Tudo. Todos os pensamentos, todos os fragmentos, todas as memórias. Tudo, e ainda mais um pouco...

- Hoje amanheci com a cidade. Acendi um cigarro e fiquei observando os carros, as pessoas e pensando nela. Meredite está em mim, como ninguém esteve antes e isso me assusta! É muito forte, intenso...me apavora!

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O que é isto?